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Auto Viação Bangu é comprada pelo Grupo Redentor



A negociação foi concluída nesta semana e as primeiras mudanças começam já nesta segunda-feira.
Uma negociação entre as empresas de ônibus do Rio de Janeiro pegou muitos de surpresa. O Grupo Redentor, encabeçada pela Viação Redentor – do Consórcio Transcarioca, finalizou a compra da Auto Viação Bangu, pertencente ao Consórcio Santa Cruz, numa negociação que muitos não acreditavam que fosse concretizada. A Bangu, com 54 anos de fundação, está passando por uma série crise financeira e de manutenção – consequência da absorção das linhas da antiga Oriental em 2010. A dívida da empresa ultrapassava a marca de R$ 40 milhões. Em uma série de reuniões, foram definidos todos os trâmites relacionados às partes administrativa, operacional e de frota. Veja o que muda:

Administrativa: Será feita uma mudança total na equipe que dirigirá a Bangu daqui em diante. A compra não envolve a outra empresa que era ligada à Bangu, a Lacosta Turismo. A mesma está sendo negociada em parte com outras empresas.

Operacional: A garagem da empresa, também adquirida na operação, e localizada em Magalhães Bastos, será dividida entre a Bangu e a Transportes Barra. Além da garagem localizada na Estrada General Canrobert da Costa, foi adquirido também um terreno com 9 propriedades, para posterior expansão da garagem. Será aplicado o padrão Redentor às linhas da empresa, variando de linha para linha, à definir.

Frota: Para melhorar os intervalos das linhas da empresa, serão transferidos 40 ônibus, em curto prazo, da Redentor e Futuro para a Bangu, tapando os buracos existentes na frota da empresa. Com o tempo, serão desativados todos os ônibus fabricados pela Mascarello, modelo Gran Via e Gran Via Midi, anos 2008, 2009 e 2010 e só terão os ônibus fabricados pela CAIO, modelo Apache Vip, em 2014, além do “filho único” fabricado pela Mascarello em 2015, o carro D58625, à pedido da (agora antiga) direção da empresa.

A compra da Bangu pelo Grupo Redentor é vista, por pessoas ligadas às duas empresas, como uma resposta à perda de receita ocasionada pelos sucessivos cortes feitos em sua área original de operação (a região de Jacarepaguá), por conta da implementação do BRT Transcarioca, assim sendo, uma alternativa para recuperar todo o lucro perdido com estes cortes, além de dar um suporte à Transportes Barra, que teve um crescimento considerável dentro do Consórcio Santa Cruz, com a absorção das linhas da Viação Andorinha e Viação Algarve, ambas empresas extintas entre 2014 e 2015.

Autor: Redação Ferreguion

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